Home
  Notícias
  Clipping Nacional
  Coberturas
  Colunista
  Mural
  Multimodalidade
  Medidas
  Sala de Imprensa
  Especial INTERMODAL
    Projetos Especiais
  200 anos dos portos
  Fórum Empregabilidade
  Links dos portos
  Itajaí
  Paranaguá
  Pecem
  Rio Grande
  Santos
  São Sebastião
  Suape
  Vitória
  Perfil
  Expediente
  Como anunciar
  Contato
  Perfil
  Expediente
  Assinatura
  Como anunciar
  Contato
   
   
   

 
01/02/2010
Cosan e Shell negociam associação no Brasil
 
por Eduardo Magossi, da Agência Estado
 


União prevê criação de duas empresas, uma para açúcar e etanol e outra para distribuição e comercialização de combustíveis


A Cosan informou hoje em fato relevante que, na tarde de ontem, assinou acordo com a Shell para uma possível união de algumas de suas operações no Brasil, em valor estimado de US$ 12 bilhões. O memorando de entendimentos não vinculante tem prazo de exclusividade de 180 dias.

A associação prevê criação de duas empresas, uma para açúcar e etanol, identificada no comunicado com "A&E", incluindo co-geração, e outra para distribuição e comercialização de combustíveis, ou "DS" (do inglês downstream).

Esta segunda empresa corresponde à contrapartida da Shell. Serão ativos de distribuição e comercialização de combustíveis no Brasil, tanto para varejo como para aviação, além de sua participação em empresas de pesquisa e desenvolvimento a partir da biomassa, inclusive de etanol. A empresa resultante terá uma rede de aproximadamente 4,5 mil postos no País, tornado-se o terceiro maior distribuidor de combustíveis no Brasil, conforme o comunicado.

Rubens Ometto Silveira Mello será o presidente do conselho de administração da empresa resultante da associação. A Cosan transferirá à associação linhas de negócio que totalizam US$ 4,925 bilhões e dívidas líquidas de US$ 2,524 bilhões.

A Shell fará em até dois anos um aporte em dinheiro de US$ 1,625 bilhão. Conforme a nota, está previsto um aporte adicional, estimado pela Cosan em US$ 300 milhões ao longo de cinco anos, baseado em ganhos futuros da estrutura conjugada. O acordo envolve ainda opções de compra recíprocas, que poderão ser exercidas após dez anos da celebração dos contratos definitivos, em preços a serem fixados com base no valor das participações à época do exercício.

A Cosan deixa de fora da negociação as áreas de fabricação e comercialização de lubrificantes, atividades logísticas (Rumo Logística S.A.), propriedades agrícolas (incluindo suas atividades de prospecção e desenvolvimento fundiário realizadas pela Radar Propriedades Agrícolas S.A.) e marcas de varejo de alimentos, como "Da Barra" e "União". Também não faz parte da associação o desenvolvimento futuro da atividade de cogeração.

Mercado internacional

A joint venture permitirá maior presença do etanol em grandes países do mundo, afirmou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Cosan S.A., Marcelo Martins. As duas empresas a serem criadas com a joint, uma para açúcar e etanol e outra para distribuição de combustíveis, ficarão abaixo da Cosan no organograma, juntamente com outras empresas do grupo, como a Rumo Logística, a Radar na área de terras e o negócio de fabricação e comercialização de lubrificantes - ativos estes que não entraram na negociação. "Por isso, a criação dessas empresas não implicará em aumento de capital nem em diluição da participação dos acionistas minoritários", disse Martins em teleconferência com analistas de mercado realizada há pouco.

Segundo ele, a associação garantirá robustez de capital na área de açúcar e álcool para que o processo de consolidação da companhia seja acelerado.
O executivo afirmou que a joint amplia as pesquisas de etanol de segunda geração, já que a Shell possui participação em duas empresas de desenvolvimento de etanol celulósico, a Iogen e a Codexis. Segundo Martins, a presença da Shell nessas empresas colocará a joint em uma participação única no desenvolvimento de tecnologia a partir de biomassa de cana.

Ele ressaltou que até o momento apenas foi assinado um memorando de entendimento não vinculante, e que nos próximos seis meses deverão ser realizados processos mútuos de diligência antes do fechamento formal do negócio. Até lá não haverá mudanças na administração dos ativos envolvidos. Não há definições sobre o quadro de executivos, exceto que Rubens Ometo será presidente do conselho de administração. A gestão das duas novas empresas resultantes da joint será compartilhada, embora o modelo ainda não tenha sido definido, de acordo com o executivo.

Quanto à marca Esso, ele disse que, num primeiro momento, continuará a ser utilizada. A Cosan adquiriu ativos da Esso em 2008, os quais compões a unidade Cosan Combustíveis e Lubrificantes (CCL). Essa área respondeu por 71% da receita da Cosan S.A. no terceiro trimestre de 2010, ou R$ 2,7 bilhões.

 
 



Imprima esta notícia

 
Sobe



Cadastre-se e receba a Santos Modal on-line
Nome:
E-mail:


MBA FGV em Santos

Mega Flux Bombas

Clube da Ancora

Imagens Aéreas



 

Santos Modal - Copyright © 2004 - Todos os direitos reservados
Produção: Litoral Press | Design: Mkt Virtual