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O Brasil não pode continuar crescendo sem corrigir e melhor distribuir sua matriz de transporte. O porto de Santos, mais do que nunca, também precisa rever a forma como as cargas entram e saem do País através de seu cais, sanar seus gargalos terrestres. Quem tinha dúvidas sobre o assunto, deve tê-las sanado após o anúncio do resultado dos estudos de Acessibilidade e o Plano de Expansão que apontam as possibilidades de crescimento para Santos até 2024. Ficou evidente que não podemos depender essencialmente de rodovias para movimentar cerca de 230 milhões de toneladas de cargas.
No estudo de acessibilidade foram avaliadas as condições necessárias para que as vias de acesso ao Porto de Santos possam estar dimensionadas ao crescimento previsto para a movimentação de carga, com um foco bastante dirigido sobre a hinterlândia primária.
“O problema está na acessibilidade terrestre. Se nada for feito viveremos um verdadeiro caos na Baixada Santista. A expansão prevista para Santos retira o gargalo de dentro do porto para fora do Porto. Por isso, é importante discutir o plano de expansão com a comunidade”, disse o Ministro-Chefe da Secretaria Especial de Portos – SEP, Pedro Brito, à Revista SANTOS MODAL, no último dia 02 de fevereiro, durante o Seminário organizado pela Autoridade Portuária em comemoração aos 118 anos do maior porto da América Latina.
Foi no evento que o presidente da Codesp, José Roberto Correia Serra e o diretor de Planejamento, Renato Barco, na presença de Brito e do secretário dos Transportes de São Paulo, Mauro Arce, apresentaram os estudos de Acessibilidade e o Plano de Expansão para cerca de 250 empresários e autoridades.
Para Brito, não se pode sustentar o crescimento e os planos para a expansão do porto de Santos com base apenas em um complexo de rodovias. “Temos que investir mais em ferrovias e mudar a matriz de transporte do Brasil onde hoje só 13% é ferroviária, número que pretendemos dobrar até 2025, com expansões, concessões e investimentos”.
Consciente do problema, o presidente da Codesp afirma: “Não dá para imaginar o porto de Santos migrando de 83 para 229 milhões de toneladas só com caminhões. A maior distribuição das cargas entre os modais será fundamental. Não é só dragar e construir terminais, é preciso dar vazão às cargas”.
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